sábado, 13 de julho de 2013

Novo artigo na Revista Aggression and Violent Behavior, com J Murray e D Cerqueira


Link para o artigo completo, abaixo:
 

Crime and violence in Brazil: Systematic review of time trends, prevalence rates and risk factors


J Murray, DR de Castro Cerqueira, T Kahn - Aggression and Violent Behavior, 2013





Abstract

Between 1980 and 2010 there were one million homicides in Brazil. Dramatic increases in homicide rates followed rises in inequality, more young men in the population, greater availability of firearms, and increased drug use. Nevertheless, disarmament legislation may have helped reduce homicide rates in recent years. Despite its very high rate of lethal violence, Brazil appears to have similar levels of general criminal victimization as several other Latin American and North American countries. Brazil has lower rates of drug use compared to other countries such as the United States, but the prevalence of youth drug use in Brazil has increased substantially in recent years. Since 1990, the growth of the Brazilian prison population has been enormous, resulting in the fourth largest prison population in the world. Through a systematic review of the literature, we identified 10 studies assessing the prevalence of self-reported offending in Brazil and 9 studies examining risk factors. Levels of self-reported offending seem quite high among school students in Brazil. Individual and family-level risk factors identified in Brazil are very similar to those found in high-income countries.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Sobre latrocínios em São Paulo e Rio de Janeiro

 

O latrocínio é definido como um "roubo que não deu certo". Sua finalidade é patrimonial, mas no decorrer do crime, por algum motivo, a vítima perde a vida. Como crime patriminial, uma forma de avaliar o latrocínio é através da razão latrocínios por roubos, com o intuito de verificar se estão se tornando mais ou menos frequentes no universo dos roubos.

O gráfico acima mostra a evolução da relação latrocínio / roubo em SP e RJ na última década. Observe-se que em 2002, tanto no Rio quanto em SP tínhamos cerca de 1 latrocínio a cada 500 roubos. No Rio de Janeiro, a tendência mostra que os latrocínios se tornam cada vez mais raros no universo dos crimes patrimoniais: em 2013, houve em média apenas 1 latrocínio para cada 1020 roubos, ou seja, quase duas vezes mais raro do que em 2002.

São Paulo seguia na mesta tendência, até aproximadamente 2010, quando a razão latrocínio / roubo estabilizou ao redor de 1 para cada 900. Mas nos últimos 3 anos, a razão piorou novamente, de tal forma que em 2013 voltamos novamente para 1 latrocínio a cada 600 roubos.

Assim, os latrocínios em São Paulo não apenas cresceram em números absolutos como também em comparação ao universo dos roubos, tornando-se mais frequentes, relativamente,  do que no período 2007 a  2010. No Rio de Janeiro, por sua vez, pode se dizer que a tendência é de que os latrocínios sejam cada vez mais "raros" no universo dos roubos.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Aprovação de Dilma na segurança cai 29,5% desde o início do governo, segundo Ibope

A pesquisa de junho CNI/ Ibope sobre a aprovação do governo Dilma em diversas áreas mostra que a segurança pública é a que mais contribui para a queda de avaliação do governo. De 44% de aprovação no início do mandato, cai  para 31% na última rodada, uma queda de 29,5% na porcentagem de aprovação.

Note-se que o campo foi feito antes da última semana, cujos efeitos serão conhecidos apenas na próxima rodada. Os dados ajudam a explicar o clima de insatisfação geral da população, em diversas áreas.

CNI Ibope avaliação do governo apoiam a maneira de governar combate a fome a pobreza (aprova) combate ao desemprego meio ambiente educação saúde segurança pública política de impostos combate a inflação taxa de juros médias
mar/11 56 73 61 58 54 52 41 44 36 48 43 51,45
jul/11 48 67 57 49 52 45 28 32 25 38 29 42,73
set/11 51 71 59 53 54 46 30 37 27 38 32 45,27
nov/11 57 72 56 50 48 44 30 35 26 39 33 44,55
mar/12 56 77 59 53 53 47 34 35 28 42 33 47,00
jun/12 59 77 57 53 55 44 31 35 31 46 49 48,82
set/12 62 77 60 57 54 47 33 40 38 50 49 51,55
dez/12 62 78 62 56 52 43 25 30 30 45 41 47,64
mar/13 63 79 64 57 57 47 32 32 36 48 42 50,64
jun/13 55 71 60 52 55 47 32 31 31 38 39 46,45
                         
var -1,79 -2,74 -1,64 -10,34 1,85 -9,62 -21,95 -29,55 -13,89 -20,83 -9,30 -9,72

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Kassab atrai ex-cúpula de segurança tucana

Iuri Pitta, Marcelo Godoy - O Estado de S.Paulo O PSD não tem candidato oficial ao governo de São Paulo, mas já escolheu a segurança como bandeira principal na campanha contra a reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB). Para isso, busca aliados que já atuaram na cúpula da área nas gestões tucanas, consolidando um movimento que o presidente da sigla, Gilberto Kassab, começou ainda na Prefeitura e agora transforma em alicerce do programa do PSD para 2014. Kassab conta com um grupo que já é chamado no partido de "conselho de segurança" para elaborar propostas no setor. Participam o ex-comandante da Polícia Militar Álvaro Camilo, atualmente vereador pelo PSD; o ex-subdelegado-geral da Polícia Civil Alberto Angerami, delegado aposentado que hoje é assessor na SPTuris, da Prefeitura; e o sociólogo Túlio Kahn, responsável pelas estatísticas de criminalidade do governo entre 2003 e 2011. Camilo e Angerami chegaram à cúpula da segurança na gestão José Serra (PSDB) e ainda são influentes em suas respectivas polícias. Kahn foi levado à pasta pelo hoje secretário de Transportes de Alckmin, Saulo Abreu, e deixou o governo no início do atual mandato. Esse grupo apresentou duas propostas que, em comum, preveem recursos do governo para ações em parceria com as prefeituras paulistas. A primeira é custear com verba estadual os convênios da Operação Delegada - hoje, são os municípios que pagam os extras para os PMs que trabalharem nos dias de folga. A outra é usar estrutura e dinheiro do Estado para ajudar prefeituras a criar ou aperfeiçoar as guardas civis municipais com treinamento e supervisão - hoje, cerca de 30% das cidades paulistas têm guardas civis, segundo Kahn. 'Compromisso'. Ao aprovar as duas primeiras políticas de governo do PSD, Kassab deixa claro que a segurança será parte do discurso do candidato do partido - "tendência mais provável", segundo o ex-prefeito, nome mais cotado para isso - ou de quem a sigla decidir apoiar. Nesse discurso, a Operação Delegada será destaque: o convênio foi criado quando Kassab era prefeito, Serra estava no governo estadual e Camilo comandava a PM. "É o primeiro compromisso do programa político do PSD. Segurança é a grande preocupação no Estado de São Paulo", diz Kassab. "O governo precisa deixar claro: segurança é prioridade ou não é? Para nós, é." Kassab havia entrado no debate da segurança em artigo publicado na semana passada, no jornal Folha de S. Paulo, no qual afirmou que "não se pode improvisar políticas consistentes de segurança", referindo-se a medidas anunciadas por Alckmin, como bônus para os policiais. O texto despertou reações de tucanos como o ex-governador Alberto Goldman, para quem o ex-prefeito trilhava um "caminho de risco" ao criticar a gestão do PSDB na segurança. O PSD está ainda atrás de lideranças das Polícias Civil e Militar para que se filiem ao partido, entre elas o ex-delegado-geral Marcos Carneiro Lima, que trabalhou com Alckmin até o ano passado. O próprio Kassab participa das conversas. O partido sonha ter uma bancada representativa na área na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. "A situação na segurança pública está parecida com a da época do Covas. Os grupos estão se formando em torno dos candidatos", disse um delegado de classe especial da atual cúpula da Polícia Civil. Na campanha à reeleição de Mário Covas, em 1998, parte da instituição fez campanha para os adversários do tucano.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Até que ponto as campanhas publicitárias podem mudar o comportamento violento das pessoas

Mônica Waldvogel discute com especialistas Tulio Kahn e Daniel a eficácia das campanhas publicitárias nos casos onde os homicídios foram realizados por impulso. Programa "Entre Aspas" http://globotv.globo.com/globo-news/entre-aspas/t/todos-os-videos/v/ate-que-ponto-as-campanhas-publicitarias-podem-mudar-o-comportamento-violento-das-pessoas/2606208

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Gilberto Kassab: Segurança, rigor e planejamento

Impossível não ouvir o grito de socorro que ecoa das pesquisas de opinião contra a violência que assola o cidadão. A última estatística da Secretaria da Segurança de São Paulo confirma: neste ano, o Estado já registrou 1.500 homicídios. Na Grande São Paulo, no mesmo período, houve um aumento de 74% no número de latrocínios. O governo do Estado anuncia bônus, promete aumentar o número de policiais, dar força para a Polícia Científica... Mas a verdade é que não se pode improvisar políticas consistentes de segurança. No diálogo constante com a sociedade, por meio do nosso Espaço Democrático, o PSD tem a segurança como uma de suas prioridades. Hoje vamos receber o secretário da Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, para mais um debate. A violência desafia os cariocas, mas bate de frente com um trabalho árduo, que não se apoia em pacotes de véspera de eleição. É um problema que o governo federal enfrenta com consistência no Rio em parceria com o governo estadual. Desde a sua fundação, o PSD registra em pesquisas um retrato preocupante: o brasileiro exige penas mais severas contra quem comete homicídio, estupro e tráfico de drogas. Quase 90% dos cidadãos são favoráveis à diminuição da maioridade penal. O que, afinal, o poder público pode fazer e não faz? Concordamos que nossos jovens devam ter boas escolas. Como prefeito, deixamos a retórica de lado. Fechamos escolas de lata, ampliamos os CEUs e aumentamos o horário escolar em quase 100% da rede municipal. Enquanto isso, o Seade revela que, entre 2009 a 2011, a evasão escolar na rede estadual paulista subiu de 4,6% para 5,3% e na região metropolitana saltou de 4,5% para 5,8%. É um aumento desastroso: mais de 84 mil jovens deixaram o ensino médio em 2011. Estudo do Ipea revela a dimensão desse desastre, ao relacionar três prioridades para conter a criminalidade no Brasil: a diminuição da evasão escolar, o aumento do efetivo policial e mais prisões. A verdade é que os Estados precisam agir urgentemente para ajudar o Brasil a diminuir a taxa anual de 20,4 homicídios por 100 mil habitantes --a ONU fixa como limite epidêmico de violência a metade dessa taxa: 10 homicídios por 100 mil/habitantes. O recado é claro: não há espaço para vacilação ou meias soluções. Autoridade que age com rigor sofre desgastes. Sofre sim, senhor. Fui atacado ao fechar estabelecimentos comerciais irregulares nos Jardins. Ao criar o projeto Cidade Limpa. Ao propor ao Estado a criação da Operação Delegada. Sofri ataques ferozes quando assinei convênio com a Polícia Federal, o Judiciário e o Estado para conter, junto com a Guarda Civil Metropolitana, o contrabando e o comércio ilegal de camelôs irregulares. Resisti, fomos em frente. Ganhei adversários, mas fiz o que o cargo e a cidade exigiam de mim. Temos em São Paulo, na área da segurança, profissionais preparados. Eles precisam apenas de uma rota segura, de uma política clara, que não seja pautada pela oscilação dos índices de criminalidade. Décadas de ação e trabalho nessa área já deveriam ter trazido resultados mais permanentes para a segurança dos paulistas. GILBERTO KASSAB, 52, engenheiro e economista, foi prefeito da cidade de São Paulo (2006-2012)

sábado, 25 de maio de 2013

Número de estupros sobe 20,8% em SP no ano até abril

A cidade de São Paulo teve um aumento de 20,8% no número de estupros nos primeiros quatro meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. De janeiro a abril, foram 1.113 casos na capital - média de nove por dia. Para conter o avanço da violência sexual no Estado, que registrou alta de 10,6% no período (4.449 casos de janeiro a abril), o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, afirmou a que vai aumentar a repressão às drogas. Ele citou o caso de um usuário de crack preso anteontem após estuprar uma psicóloga que teve o carro quebrado na Marginal do Tietê. "Uma das hipóteses (para os estupros) é o envolvimento com drogas." Mas, para Gislaine Caresia, presidente da Comissão da Mulher Advogada da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), a maioria dos estupros é de familiares e vizinhos. Ataques de rua têm proporção menor. Outra justificativa dada por Grella para a alta nos estupros é uma lei de 2009 que alterou outra lei sobre violência sexual e considera atentado violento como estupro. Para o especialista em segurança Túlio Kahn, porém, o efeito da nova lei não existe mais. O secretário disse também que mais vítimas estão denunciando um crime tradicionalmente subnotificado. "Houve crescimento dos registros em todo o País. Pode até ser uma conscientização, mas não dá para afirmar sem ter uma pesquisa de vitimização", diz Kahn. Nesta sexta-feira (24), foi a primeira vez em que Grella deu coletiva à imprensa sobre as taxas mensais da criminalidade desde que assumiu o cargo, em novembro. O destaque do discurso foi a primeira queda dos homicídios em nove meses. "Nunca me neguei a falar sobre os índices, sempre fomos transparentes." A transparência com estatísticas será a base de um projeto de oferecer bônus a policiais pela redução dos índices criminais, anunciado nesta semana pelo governo. "Se houver uma queda brusca de registro de ocorrências em um distrito, é um sinal de que temos de averiguar o que está acontecendo", afirmou Grella. O secretário disse que o projeto está em elaboração. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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