quinta-feira, 1 de outubro de 2026

A criminalidade se desloca ou permanece nos mesmos lugares?

 


Persistência territorial dos hotspots de furtos, roubos e crimes de veículos nos municípios paulistas.

Um mapa de hotspots responde onde as ocorrências se concentram em determinado período. Ele não responde, sozinho, se as mesmas áreas continuam críticas no período seguinte. Essa diferença é decisiva para a gestão pública.

Este estudo pergunta se a criminalidade registrada nos municípios paulistas permanece nas mesmas células territoriais de um ano para o outro ou se apresenta maior deslocamento. A análise compara 2024 e 2025, separadamente, para furtos, roubos, furtos de veículo, roubos de veículo e homicídios dolosos.

Resultado principal

Furtos apresentam a maior persistência média. Roubos permanecem parcialmente nos mesmos lugares, mas com renovação importante. Crimes de veículos mostram estabilidade menor, especialmente os roubos de veículo. Homicídios não sustentam uma comparação estadual estável nesta especificação.

O que foi comparado

Foram utilizados registros geocodificados da base consolidada do URBIK para os 72 municípios carregados na extração: 495.484 registros em 2024 e 483.645 em 2025. A comparação foi feita apenas quando o município possuía pelo menos 30 registros geocodificados da natureza analisada em cada ano. Esse critério melhora a estabilidade sem eliminar os municípios da base.

Grupo criminalMunicípios elegíveisJaccard médioMedianaTop 10%: 2024 / 2025
Furto560,4980,50048,9% / 46,9%
Roubo280,3550,34836,6% / 35,8%
Furto de veículo290,2910,30034,1% / 33,6%
Roubo de veículo140,2050,18128,8% / 27,5%
Homicídio doloso1———

Como medir persistência

Os pontos foram organizados em uma grade regular com células de aproximadamente 500 metros, reduzindo o risco de que bairros administrativos de tamanhos diferentes contaminem a comparação. Em cada município, crime e ano, as células foram ordenadas pelo número de ocorrências. Hotspots foram definidos como os 10% mais carregados entre as células ocupadas, com pelo menos uma célula incluída em cada caso.

A persistência foi medida pelo índice de Jaccard: J = células hotspot presentes nos dois anos ÷ células hotspot presentes em pelo menos um dos anos. Zero significa nenhuma coincidência; um significa conjuntos exatamente iguais. O indicador mede estabilidade do conjunto de áreas mais carregadas, não causalidade.

Furtos são os mais persistentes

Entre as 56 combinações município–crime que atenderam ao critério mínimo para furtos, a similaridade média foi 0,498, com mediana de 0,500. Em média, as células mais carregadas concentraram 48,9% dos furtos de 2024 e 46,9% de 2025. São Paulo apresentou Jaccard de 0,742, acima da média observada.

Roubos permanecem, mas se renovam mais

Para roubos, foram identificadas 28 combinações elegíveis. A similaridade média foi 0,355, com mediana de 0,348. As células mais carregadas concentraram, em média, 36,6% dos roubos de 2024 e 35,8% de 2025. Em São Paulo, o Jaccard foi 0,602. A melhor descrição é uma estrutura parcialmente persistente, sujeita a renovação.

Crimes de veículos mostram maior mobilidade territorial

Os furtos de veículo apresentaram similaridade média de 0,291; nos roubos de veículo, o índice caiu para 0,205. São Paulo teve Jaccard de 0,555 para furtos de veículo e 0,281 para roubos de veículo. A diferença entre naturezas no mesmo município reforça que não existe uma única geografia dos crimes de veículos.

A persistência não é uma propriedade fixa do crime

GrupoHotspots nos 5%Hotspots nos 10%Hotspots nos 20%
Furto0,5600,4980,491
Roubo0,3740,3550,334
Furto de veículo0,3770,2910,286
Roubo de veículo0,2130,2050,210

A ordem é estável: furto é o grupo mais persistente; roubo ocupa posição intermediária; crimes de veículos apresentam menor estabilidade territorial. O nível do índice muda conforme a escala escolhida e deve ser lido junto com a regra de construção do hotspot.

O que isso muda para a gestão

Para furtos, a repetição parcial dos hotspots favorece intervenções territoriais de médio prazo, como diagnóstico de locais, melhoria do ambiente urbano, iluminação, ordenamento de áreas comerciais e proteção de equipamentos. Para roubos, a política precisa manter uma base de atuação nos pontos persistentes, mas reservar capacidade para identificar renovação territorial.

Para crimes de veículos, é importante observar estacionamentos, corredores viários, acessos e áreas de transferência. Em todos os casos, a continuidade de uma área no ranking não prova que uma intervenção falhou ou que o local produz o crime por si mesmo: o mapa indica onde aprofundar a investigação.

Persistência territorial é uma propriedade parcial e específica. O mesmo município pode apresentar hotspots estáveis para furto e instáveis para roubo de veículo.

Conclusão

Os resultados mostram que a criminalidade não é inteiramente transitória nem permanentemente fixa. Há uma base territorial mais estável nos furtos, renovação maior nos roubos e mobilidade ainda mais acentuada nos crimes de veículos. O município ganha precisão quando acompanha cada natureza criminal em sua própria escala e trajetória.

Fontes e referências

BRAGA, A. A.; PAPACHRISTOS, A. V.; HUREAU, D. M. The effects of hot spots policing on crime: an updated systematic review and meta-analysis. Justice Quarterly, 2014.
WEISBURD, D. et al. Trajectories of crime at places: a longitudinal study of street segments in the city of Seattle. Criminology, 2004.
LAW, J.; QUICK, M.; CHAN, P. Bayesian spatio-temporal modeling for analysing local patterns of crime over time at the small-area level. Journal of Quantitative Criminology, 2014.

1 Limitações. A análise cobre apenas os municípios e períodos disponíveis, depende da qualidade da geocodificação e usa registros policiais, sujeitos a notificação, classificação e práticas de registro. A grade de 500 metros é uma convenção analítica. O critério de 30 registros melhora a estabilidade, mas não elimina a incerteza. O índice de Jaccard mede coincidência de células, não deslocamento causal, e dois anos não distinguem mudanças permanentes de oscilações temporárias. Homicídios exigem séries mais longas e modelos específicos.

Fonte dos dados: base consolidada do URBIK; registros criminais da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, estatísticas de 2024 e 2025.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Até que ponto o crime se concentra em poucos lugares?

 Conhecimento URBIK · Estudo 12


Uma análise em grade regular mostra que a concentração territorial existe, mas varia substancialmente entre furtos, roubos, crimes de veículo e homicídios.

Quando se afirma que uma cidade tem muitos crimes, ainda falta responder a uma pergunta essencial para a gestão: esses crimes estão espalhados por todo o município ou se concentram em poucos lugares?

A literatura de criminologia ambiental encontrou repetidamente que uma parcela pequena dos lugares responde por uma parcela grande dos crimes. Essa regularidade está na base da criminologia do lugar e das estratégias de prevenção orientadas por pontos críticos. Mas a concentração não deve ser tratada como uma constante universal. Ela depende da natureza criminal, da escala espacial, do período observado e do volume de registros.

Este estudo examina essa questão nos dados paulistas. A pergunta não é apenas onde há mais ocorrências, mas qual parcela do espaço ativo é necessária para reunir 25%, 50% e 75% dos registros.

Resultado principal

O crime se concentra em poucos lugares, mas não existe uma única geografia da concentração. Furtos são os mais concentrados; homicídios dolosos, os menos concentrados na grade analisada. Roubo e crimes de veículo ocupam posições intermediárias.

Como fizemos a comparação

A análise utiliza registros geocodificados de 2024 e 2025, dois anos completos escolhidos para produzir uma fotografia espacial mais estável. O ano de 2026 não foi incluído porque ainda estava incompleto no momento da extração.

Em vez de usar bairros ou divisões administrativas, os pontos foram atribuídos a uma grade regular de células quadradas de 1 km. A transformação para um sistema métrico permite comparar municípios com unidades espaciais constantes, reduzindo o risco de confundir diferenças administrativas com diferenças reais de concentração.

Foram analisadas separadamente cinco categorias: furto, roubo, furto de veículo, roubo de veículo e homicídio doloso. Em cada município, as células com ocorrências foram ordenadas da maior para a menor quantidade. Calculou-se então quantas células eram necessárias para alcançar 25%, 50% e 75% do volume municipal.

Os municípios foram preservados na base descritiva mesmo quando apresentavam poucos registros. Para as comparações estáveis, foram usados limiares analíticos de 100 ocorrências para furto e roubo, 50 para crimes de veículo e 20 para homicídio. Esses limiares não transformam registros baixos em zeros nem excluem municípios da base; apenas evitam que as medianas comparativas sejam dominadas por pequenas contagens.

O denominador principal é o conjunto de células ativas, isto é, aquelas que registraram pelo menos uma ocorrência. Células vazias não foram usadas para medir dispersão, pois sua inclusão faria a medida refletir principalmente a extensão territorial do município.

Os resultados em uma visão geral

NaturezaMunicípiosOcorrênciasBase estável25%50%75%
Furto72492.457523,9%9,7%25,5%
Roubo63213.270265,8%17,1%40,0%
Furto de veículo6987.5203510,3%18,1%45,5%
Roubo de veículo5425.7771915,5%21,1%60,0%
Homicídio doloso601.2741325,0%33,3%76,0%

A tabela mostra a parcela mediana de células necessária para reunir cada fração das ocorrências entre os municípios da base estável. No caso dos furtos, metade dos registros aparece em aproximadamente 9,7% das células ativas. Para roubos, a proporção sobe para 17,1%. Nos crimes de veículo, fica em 18,1% para furto e 21,1% para roubo. Nos homicídios dolosos, chega a 33,3%.

Diferenças entre crimes

Furtos. Apresentaram o padrão mais concentrado. Em Amparo, metade dos furtos apareceu em cerca de 3,3% das células ativas; em Carapicuíba, a proporção ficou acima de 20%. A diferença mostra que municípios com volumes e estruturas urbanas distintas exigem estratégias territoriais diferentes.

Roubos. Também se concentram, mas em uma parcela maior do espaço. A mediana para reunir metade dos registros foi de 17,1% das células. A geografia pode refletir corredores viários, deslocamentos cotidianos, integração entre municípios e oportunidades distribuídas por áreas maiores.

Crimes de veículo. Furtos e roubos de veículo foram menos concentrados que furto e roubo em geral. O diagnóstico deve considerar estacionamentos, polos comerciais, áreas industriais, terminais e vias de entrada e saída, não apenas os hotspots de outros crimes patrimoniais.

Homicídios dolosos. Apresentaram a menor concentração relativa: 33,3% das células para alcançar metade das ocorrências na base estável. A baixa frequência torna o indicador mais sensível a eventos isolados. A leitura deve combinar vários anos, taxas populacionais e análise qualitativa.

Volume e concentração não são a mesma coisa

Um município pode ter muito crime distribuído por uma área ampla; outro pode ter menos ocorrências reunidas em poucos lugares. São Paulo registrou grande volume absoluto, mas precisou de aproximadamente 16,7% das células ativas para reunir metade dos roubos e 10,3% para reunir metade dos furtos.

O ranking de volume identifica onde há mais ocorrências. A medida de concentração identifica onde o problema pode ser territorialmente focalizado. Os dois indicadores devem ser apresentados juntos.

O que isso significa para a gestão

FurtosInvestigar iluminação, comércio, transporte, estacionamentos e circulação nas células recorrentes.
RoubosCombinar hotspots com corredores, rotas e deslocamentos entre municípios.
Crimes de veículoIncluir estacionamentos, polos de atração, áreas industriais e vias de acesso.
HomicídiosUsar séries mais longas e contexto antes de transformar células em prioridades.

Não existe uma política territorial única para “o crime”. A prioridade deve ser construída por natureza criminal, volume, concentração, persistência e contexto.

Concentração paulista e literatura

Uma revisão recente encontrou mediana de aproximadamente 50% dos crimes concentrados em 4,5% dos segmentos de rua. Os resultados deste estudo são menos concentrados, especialmente para roubos e crimes de veículo, mas a comparação deve considerar que segmentos de rua e células de 1 km são unidades distintas.

A grade utilizada é mais ampla e foi escolhida para permitir comparação entre municípios. O resultado mais seguro é que a concentração permanece presente mesmo em uma unidade espacial comum, mas sua intensidade não é constante entre os crimes.

Conclusão

O crime se concentra em poucos lugares, mas não da mesma maneira em todos os municípios nem em todas as naturezas. Furtos apresentaram a concentração mais forte; roubos também revelaram concentração relevante; crimes de veículo foram mais dispersos; homicídios dolosos apresentaram a menor concentração aparente.

A distinção entre volume e concentração é o principal resultado. Para a gestão municipal, essa diferença muda o tipo de resposta possível.

Fontes e referências

WEISBURD, D. The Law of Crime Concentration and the Criminology of Place. Criminology, v. 53, p. 133–157, 2015. DOI.
WEISBURD, D. et al. Crime Concentrations at Micro Places: A Review of the Evidence. Journal of Quantitative Criminology, 2024.
BRAGA, A. A.; PAPACHRISTOS, A. V.; HUREAU, D. M. Hot spots policing of small geographic areas effects on crime. Campbell Systematic Reviews, 2019. DOI.
SÃO PAULO. Secretaria da Segurança Pública. Microdados estaduais de criminalidade, 2024–2025.
IBGE. População municipal e referências territoriais.

1 Limitações. A base contém apenas ocorrências com geocodificação disponível; ausência de registro geocodificado não equivale a ausência de crime. A grade de 1 km pode diluir padrões de rua. Os resultados representam crimes registrados, sujeitos a subnotificação e diferenças de registro. Os limiares são critérios de estabilidade analítica, não regras de exclusão. A análise é descritiva e não demonstra causalidade.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Por que alguns municípios têm mais crimes do que o esperado?

 


Renda, trajetória criminal e proximidade espacial nos roubos e homicídios dos 645 municípios paulistas

Duas cidades com populações semelhantes podem registrar níveis muito diferentes de criminalidade. A taxa revela a diferença, mas não responde se ela permanece quando se consideram as condições econômicas, demográficas e territoriais de cada município.

Este estudo combina registros criminais de 2022 a 2025 com indicadores socioeconômicos, o nível anterior do próprio crime e a situação dos cinco municípios mais próximos. Os modelos foram construídos para prever o ano seguinte e testados nas transições 2022→2023, 2023→2024 e 2024→2025.

Do crime observado ao crime esperado

O valor esperado não representa uma quantidade aceitável de crimes. É uma referência estatística: dadas as características observadas e o padrão encontrado no conjunto dos municípios, quantas ocorrências seriam esperadas no ano seguinte?

Foram estimados modelos separados para roubos e homicídios dolosos, usando regressão binomial negativa e a população como medida de exposição. A especificação final reuniu porte e densidade, urbanização, idade mediana, razão de sexo, alfabetização, renda domiciliar mediana per capita, PIB per capita, composição setorial, trajetória do próprio município e a taxa dos cinco vizinhos mais próximos.

DimensãoIndicadores considerados
Porte e territórioPopulação e densidade demográfica
Estrutura urbanaUrbanização, idade mediana e razão de sexo
Condições sociaisAlfabetização e renda domiciliar mediana per capita
EconomiaPIB per capita e participação setorial
Tempo e espaçoTaxa anterior local e média ponderada dos cinco vizinhos

O passado do município é a principal referência

Roubos e homicídios demonstraram forte persistência. Em todas as seis regressões, a taxa anterior do próprio município apresentou associação positiva e estatisticamente significativa. Isso indica que forma urbana, circulação, concentração de atividades, redes sociais e mercados ilícitos mudam mais lentamente que as oscilações anuais dos registros.

Persistência não é destino inevitável. Ela cria uma referência contra a qual mudanças relevantes podem ser investigadas: quando uma cidade se afasta reiteradamente do valor previsto por seu histórico e contexto, o desvio merece diagnóstico local.

Renda é o indicador socioeconômico mais estável

A renda domiciliar mediana per capita foi a única variável de contexto com associação negativa e estatisticamente significativa nas três previsões, tanto para roubos quanto para homicídios. O resultado é associativo, não causal: renda resume condições habitacionais, infraestrutura, proteção, ocupação e acesso a serviços, além de não mostrar a desigualdade interna.

Nos roubos, o porte populacional também permaneceu relevante. Grandes centros concentram comércio, empregos, transporte e população flutuante, que não aparece plenamente no denominador baseado apenas na população residente.

O que acontece nos municípios próximos também importa

Mesmo controladas as características socioeconômicas, o porte e a trajetória local, as taxas dos cinco municípios mais próximos acrescentaram informação estatisticamente significativa sobre o ano seguinte.

Crime previsto2022→20232023→20242024→2025
Roubos+51,7%+35,0%+38,0%
Homicídios+24,0%+13,3%+17,9%

Os percentuais correspondem à diferença associada a um desvio-padrão na variável espacial, não a uma elevação causal provocada por uma cidade sobre outra. A proximidade pode captar continuidade urbana, deslocamentos, redes viárias, mercados compartilhados ou fatores regionais não observados.

Municípios acima e abaixo do previsto

Para reduzir o peso de oscilações ocasionais, foram considerados persistentes os municípios que permaneceram entre os 5% maiores ou menores erros de previsão nas três transições anuais. Entre os casos ilustrativos, São Paulo, Santo André, Campinas, São Bernardo do Campo, São Vicente, Cubatão e Diadema apareceram acima do previsto para roubos; Franca, São José dos Campos, Americana, Barueri, Mogi das Cruzes, Santana de Parnaíba, Várzea Paulista e Indaiatuba apareceram abaixo.

Essas listas não são rankings de segurança ou eficiência governamental. Um desvio pode refletir população flutuante, centralidade econômica, diferenças de registro, características omitidas ou mudanças recentes. O modelo seleciona casos para investigação; não atribui causas.

Uma nova referência para o diagnóstico municipal

A taxa responde quanto crime foi registrado em relação à população. A série mostra se o indicador aumentou ou diminuiu. O modelo esperado acrescenta uma pergunta: o resultado é compatível com o contexto, o histórico e a vizinhança do município?

Essa camada pode alimentar o Plano Estratégico com quatro elementos: observado, esperado, diferença em relação ao esperado e persistência do desvio. A atualização deve ser anual, utilizando somente informações disponíveis antes do período previsto e recalibrando os modelos a cada nova safra.

Se os municípios próximos ajudam a antecipar o resultado local, políticas de segurança não deveriam terminar na divisa administrativa. Proteção de eixos de transporte, videomonitoramento, compartilhamento de informações e prevenção de homicídios podem exigir coordenação regional.

O modelo não identifica causas

O desenho temporal é mais exigente que uma comparação no mesmo ano, mas continua observacional. Os registros estão sujeitos a subnotificação e diferenças de classificação; a população residente não capta plenamente turismo e deslocamentos; e três transições anuais ainda são pouco para separar estruturas duradouras de conjunturas.

Alguns municípios registram mais ou menos crimes do que seria esperado para seu contexto, e parte dessa diferença só aparece quando se olha além de suas fronteiras.

Fonte dos dados: base consolidada do URBIK, registros da SSP-SP, indicadores socioeconômicos municipais e dados territoriais do IBGE. Resultados exploratórios, sujeitos a atualização anual e às limitações de cobertura, registro e georreferenciamento.

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