terça-feira, 21 de junho de 2011

Consumo elevado de álcool potencializa mortes na periferia

Já discutimos em outros posts a relação entre álcool e homicídios. Em São Paulo, segundo o IML, nada menos que 40% das vítimas de homicídio apresentam resíduos de álcool no sangue no momento da morte. Armas de fogo e bebidas são a combinação explosiva de fatores crimogênicos que exponenciam a quantidade de mortes no país.

Mas, assim como outros fatores de risco, a distribuição de índices elevados de alcoolemia também não é aleatória quando desagregamos o dado espacialmente. No mapa abaixo, calculei a porcentagem de alcoolemia no sangue das vítimas de homicídio pelos bairros de São Paulo.


O mapa mostra claramente que os bairros do centro e da periferia concentram as maiores porcentagens de álcool no sangue das vítimas, o que ajuda a entender porque os homicídios também estão concentrados nestas áreas. Ele mostra mais uma vez a importância de se trabalhar com dados espacializados para focar as políticas de prevenção.

O problemas não está tanto no consumo de alcool nas áreas nobres (embora aí também ele impacte nos acidentes de trânsito, brigas, etc.) , mas em especial onde existe um consumo mais elevado, aliado a disponibilidade de armas de fogo, cultura de resolução violenta de conflitos, ausência de alternativas de laser, entre outros fatores.

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