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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021
sexta-feira, 8 de janeiro de 2021
Impacto da retomada das atividades sociais nas dinâmicas criminais
Com os indicadores criminais observamos um processo semelhante. Tanto as ações criminais quanto as econômicas são sociais por natureza e ambas são afetadas pelo grau de interação social entre os membros da comunidade. Quanto maiores as interações sociais, maiores também as trocas nos mercados legais e ilegais e maiores as oportunidades para o cometimento de crimes. A criminalidade, além disso, tem a particularidade de ser afetada também, indiretamente, pelo nível das atividades econômicas.
Crimes definem atos bastante diversos em suas naturezas, modo de atuação e motivações. Assim como as atividades econômicas, alguns foram pouco afetados durante a pandemia, outros seguiram o padrão em “V” enquanto outros ainda se mantem em patamares baixos (“L”), em relação ao contexto pré-epidemia.
É interessante observar estas distintas trajetórias dos indicadores durante este período de mudanças bruscas, pois eles ajudam a entender como as dinâmicas sociais influenciam os diferentes tipos de crime.
Crimes “organizados” tendem a ser menos afetados pelas interações sociais: bancos permaneceram abertos e diversos tipos de cargas continuaram a circular durante o isolamento social, de modo que não houve redução drástica dos alvos disponíveis.
Pelos dados do SINESP, os roubos às instituições financeiras mantiveram-se nos mesmos patamares de 2019, ao redor de 40 casos por mês. Os roubos de carga caem em 2020 com relação a 2019. Mas não se notam nem uma queda brusca entre fevereiro e abril de 2020, típica dos demais crimes, nem uma retomada posterior. Na verdade, parece ter havido aqui uma continuidade da tendência de queda dos anos anteriores, iniciada em 2017. Não é possível dizer que a epidemia foi a responsável pela queda observada nos roubos de carga entre 2020 e 2019.
O mesmo não ocorreu, em contrapartida, com o tráfico de drogas, que é fortemente afetado pela variação na demanda. Medo e redução de renda podem ter afastado temporariamente consumidores eventuais dos pontos de venda. Supondo que as apreensões de droga sejam um indicador do volume de drogas em circulação, dados do ISP do RJ mostram claramente o padrão em “V” com queda súbita das apreensões em março de 2020 e a retomada aos níveis anteriores, a partir de agosto. Em São Paulo, as ocorrências de porte e tráfico caem entre março e abril e rapidamente retomam ao nível anterior.
Estas mudanças temporárias na renda do tráfico - além de outras como redução da vigilância natural, do policiamento e disputas com facções rivais – ajudam a entender em parte a dinâmica dos homicídios dolosos, muitos dos quais tem relação com o universo criminal: como já é sabido, não apenas os homicídios não caíram como tiveram mesmo um ligeiro crescimento durante a epidemia, apesar da redução drástica de pessoas circulando pelas ruas. Esta tendência de crescimento teve início antes da epidemia, já no segundo semestre de 2019.
Pelos dados do SINESP, em fevereiro de 2020, pouco antes do início da epidemia, tivemos nacionalmente 3654 homicídios (mais do que os 2967 observados em fevereiro de 2019). De março a julho de 2020, em todos os meses tivemos mais homicídios do que em 2019 e apenas em agosto eles parecem arrefecer e voltar ao patamar anterior. Neste período tivemos uma continuidade da tendência anterior de aumento e nem mesmo a epidemia, que tirou nos momentos mais intensos metade da população das ruas, foi capaz de derrubar os homicídios. Estudos mais robustos sugerem que a epidemia teve um impacto significativo no aumento dos homicídios, mesmo levando em conta as tendências da série histórica (Justos, Kahn e Conti, em estudo para o BID, não publicado).
Isto nos induz a crer que os homicídios neste período decorreram especialmente da dinâmica criminal e menos de dinâmica interpessoal. Evidência adicional é que se mantiveram em alta, não obstante a queda na apreensão de armas, que é um indicador indireto do número de armas em circulação. Normalmente estes indicadores andam colados, mas neste período observamos trajetórias diferentes. Deve se levar em conta também a probabilidade de aumento dos homicídios de natureza doméstica, como os feminicídios, que podem ter aumentado em decorrência da convivência social forçada e estresse resultante do isolamento prolongado e perda de empregos.
É interessante comparar os homicídios dolosos com a dinâmica das tentativas de homicídio, que se assemelham em geral aos homicídios de “fraca intencionalidade” e que estão mais vinculados às dinâmicas interpessoais: consumo de álcool, uso de instrumentos menos letais, atingindo órgãos menos letais do corpo, maior porcentagem de vítimas do sexo feminino, não planejados, etc. (em contraste, os homicídios com “forte intencionalidade” são caracterizados por uso predominante de arma de fogo, disparos múltiplos, atingindo partes letais do corpo, planejamento antecipado, etc.). As tentativas de homicídio, diferente dos homicídios, caem de 2979 casos em fevereiro para 2604 em abril, voltando a crescer apenas em agosto (2571 casos),quando retoma os níveis pré-pandemia. Seguiram assim o padrão em “V”, diferente dos homicídios.
Sendo corretas estas observações, podemos conjecturar que as tentativas de homicídio foram afetadas diferentemente dos homicídios dolosos com as mudanças de rotina impostas pelo isolamento social. Como no caso do roubo a banco e roubo de carga, parte dos homicídios dolosos seguiu uma dinâmica criminal própria, independente das interações sociais cotidianas. Saliente-se que nos dois indicadores o problema de subnotificação é praticamente inexistente, ao contrário de outros crimes como lesões corporais, estupros e furtos.
Os estupros parecem ter seguido também o padrão em “V”, com quedas e recuperações rápidas aos patamares anteriores. Segundo os dados do SINESP, depois de caírem de 3.761 em fevereiro de 2020 para 2.632 em abril, os estupros voltam ao patamar de 3.997 em agosto, pouco abaixo dos anos anteriores. Este padrão me parece de certo modo pouco compreensível, uma vez que a maioria dos estupros é cometida por pessoas conhecidas das vítimas e em ambientes domésticos. O fato das pessoas estarem convivendo forçadamente próximas, isoladas em suas casas, deveria ter o efeito contrário, de “V” invertido. O esperado seriam mais estupros e não menos. O mesmo, alias, vale para os indicadores de lesão corporal dolosa, que apresentam o mesmo perfil dos crimes sexuais. Segundo o ISP, as lesões corporais dolosas despencam no Rio de 5.408 casos em fevereiro para 2.429 em maio e a partir daí, voltam praticamente ao patamar anterior em setembro (ligeiramente abaixo). O mesmo movimento em São Paulo, onde caem de 10.510 em fevereiro para 7.132 em abril de 2020 e voltam a crescer a partir de setembro. Aqui também o esperado seria um padrão inverso e podemos estar diante de um problema de notificação.
Uma explicação plausível é o aumento da subnotificação durante a epidemia, seja por receio da contaminação, vigilância próxima do autor ou diminuição da identificação externa por profissionais de saúde e educação, que frequentemente identificam e reportam os casos de violência física ou sexual. Em outras palavras, pode ter ocorrido redução do registro de casos e não do fenômeno. Esta hipótese só pode ser confirmada futuramente, através de pesquisas de vitimização que investiguem o fenômeno neste período.
Roubo e furto de veículos, diferentemente, não sofrem praticamente com o problema da notificação. Ambos apresentam um curioso padrão em “L”, isto é, mantiveram-se em patamares baixos após a queda inicial, mesmo com a retomada progressiva das atividades econômicas e sociais. Segundo o SINESP, os furtos de veículos estavam em 18.105 casos em fevereiro, caíram abruptamente para 12.114 em abril e mantem-se em 12898 em agosto. Os roubos de veículos, por sua vez, eram 14.667 em fevereiro de 2020, caíram para 12.130 em abril e caíram ainda mais para 9.193 agora em agosto. Por algum motivo, a retomada da economia e da circulação de veículos, confirmada pelos indicadores de trânsito, não impactou na retomada dos furtos e roubos de veículos. Há diversas hipóteses: nem todas as atividades retornaram, como as escolares. Universidades costumam ser hot spots de roubo de veículos. É possível que o mercado de peças usadas tenha diminuído, com a paralização dos meses anteriores? Migração para novos alvos? Diminuição das fraudes contra as seguradoras?
Como já discutimos anteriormente, crimes são fenômenos diversificados em termos de natureza, motivações e suas tendências são afetadas de forma desigual pelos fatores sociais. A resultante, em cada caso, virá do confronto entre variáveis “de proteção” e variáveis “de risco”.
Do lado da proteção temos a intensificação do trabalho e do estudo em casa, que reduzira permanentemente o fluxo de pessoas nas ruas, diminuindo as oportunidades criminais. Temos também os efeitos positivos dos programas sociais na manutenção da renda dos setores mais pobres da população, diminuindo a oferta de ofensores. Por outro lado, os aumentos do desemprego e da evasão escolar, pelo que se conhece de pesquisas sobre outros períodos, tenderão a aumentar o risco de entrada no mundo do crime de parcelas da população que tiveram as opções no mercado legal diminuídas. A resultante destas forças sobre cada tipo de crime é ainda desconhecida.
O que já se observa e pode especular com algum grau de confiança é que veremos uma “migração” de alvos, locais e modus operandi. As pessoas ficarão mais em casa, aumentando a vigilância natural e irão menos aos bancos. O crescimento dos serviços de entrega domiciliar representam novas oportunidades para golpes e roubos. O aumento do tempo na internet e a digitalização dos serviços implicarão em novos golpes e crimes cibernéticos. A estrutura da polícia precisará se adaptar a estas novas dinâmicas e isso tende a ser feito lentamente. Uma destas mudanças certamente deverá ser a atenção aos crimes cibernéticos. Outra deve ser na forma de identificação dos crimes que ocorrem entre quatro paredes e não chegam ao conhecimento das autoridades. E estas mudanças deverão ser feitas num contexto de contenção dos orçamentos, afetados pela redução da arrecadação e aumento dos gastos sociais e em saúde resultantes da epidemia. Tudo isso sob a égide de um governo federal inoperante, que agrava o quadro geral de violência com uma política irresponsável de liberação de armas.
Com ou sem epidemia, o melhor, por enquanto, é ficar em casa...Aos que comemoraram antecipadamente a "queda da criminalidade" em 2020, lembro que não se trataou de uma queda sustentada, fruto de uma política planejada de segurança e que este "V" tem mais conotação de Vergonha que de Vitória.
terça-feira, 8 de dezembro de 2020
terça-feira, 24 de novembro de 2020
Ideologia versus evidências nas políticas de segurança pública
terça-feira, 10 de novembro de 2020
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
Pesquisa Perfil das Polícias 2019
Desde 2001 a Secretaria Nacional
de Segurança Pública realiza a pesquisa Perfil das Polícias, solicitando a
todos os Estados o preenchimento de um questionário bastante completo com informações
sobre a PM, PC – incluindo ai a Polícia Técnica - e Corpo de Bombeiros.
Os tópicos incluem informações
sobre efetivos, formação, remuneração, armas, equipamentos, estrutura organizacional
e dezenas de outros. Apesar da inconsistência eventual de algumas informações,
trata-se de um material rico e pouco explorado. A título de exemplificação do
que pode ser extraído, analiso brevemente a questão dos efetivos das Polícias
Militares nos Estados e suas subdivisões hierárquicas.
As Polícias Militares estaduais
estão organizadas em duas carreiras distintas – praças e oficiais – cada qual
subdividida em 6 graus hierárquicos. (excluindo ainda os alunos e cadetes).
Existem vantagens e desvantagens nesta forma de organização: com vários
degraus, as passagens de uma categoria à outra são mais rápidas e graduais e
argumenta-se que estimulam a progressão, evitando a permanência muito
prolongada num mesmo posto. Por outro lado, do ponto de vista das funções
executadas e qualificações exigidas, são mínimas as diferenças entre soldados e
cabos, capitães e majores, tenentes-coronéis e coronéis, de modo que existem
projetos em favor da junção de algumas categorias, de forma a reduzir a
hierarquia de 12 para algo como 6 postos. Vou deixar a análise das vantagens e desvantagens
teóricas de cada gradação para os experts em administração e recursos humanos,
até porque meu modelo predileto é de uma polícia única, de ciclo completo, com
uma só carreira, bem distante do modelo atual, independente do número de postos.
É provável que isto ocorra pelo
represamento na passagem de Capitão para Major, que exige, geralmente, a
realização de um curso especial para a progressão, onde nem sempre há vagas ou
interesse de todos na progressão. Como apenas 10% dos Capitães chegarão ao topo
da carreira, é provável que exista um desincentivo à progressão, chegada a esta
etapa.
A análise sugere também que
existem diferenças organizacionais entre as “grandes” e “pequenas” polícias e
adianto desde já que o critério classificatório foi arbitrário, ficando no
grupo das “grandes” as PMs de SP, RJ, MG, BA, CE, PR, PE e RS e as demais no
outro grupo.
A porcentagem de Coronéis tende a
ser menor nas PMs grandes, com exceção do RJ e PE. Na verdade isto vale para
quase todo o corpo de oficiais, com exceção dos 1º tenentes. Ao contrário, a
porcentagem de Cabos e Soldados tende a ser muito maior nas grandes
organizações: os Soldados representam 43,7% do efetivo nas PMs grandes, mas
apenas 26,9% do efetivo nas pequenas. Note-se que nas três maiores policiais (SP,
RJ e MG), o grupo mais frequente é o de Cabos enquanto nas demais grandes é o
de Soldados.
Por algum motivo que não me é
claro, a porcentagem de 3º Sargentos é bem maior nas pequenas organizações.
Dentro do grupo das pequenas
organizações, os menores efetivos encontram-se na Região Norte (TO, AP, AC e
RR) e o subgrupo parece compartilhar algumas características distintivas:
relativamente poucos soldados e cabos e grande porcentagem da tropa distribuída
pelas hierarquias intermediárias, entre 2º Sargentos e Capitães. Chama a
atenção também a grande porcentagem de Coronéis em RO, AP e RR.
Em suma, o Brasil é um país
bastante diverso em termos econômicos e sociais e é natural que as organizações
policiais se adaptem aos contextos locais. E é esperado também que o tamanho
absoluto da tropa influencie a distribuição dos efetivos: é relativamente mais
fácil para o Estado renumerar uma proporção maior de oficiais nas organizações
menores. O fato é que existe alguma diversidade nos modos como as PMs se organizaram
nos Estados e não existe um padrão unificado, como nas Forças Armadas, que é
nacional.
Outra forma de olhar esta
diversidade é através da razão entre a quantidade de efetivo num determinado
posto e a quantidade de efetivo no posto imediatamente abaixo. Como instituição
hierarquizada em que existe um funil seletivo, o esperado, como dito, é que
existam sempre menos efetivos no posto “acima” (ou mais no posto “abaixo”),
pois é natural que o número de “gerentes” seja inferior ao número de “gerenciados”,
que são os executores das políticas que vem de cima. Todavia, como vimos acima,
as diferenças percentuais de efetivo em cada posto acabam provocando algumas
distorções. Algumas promoções são rápidas e outras demoradas; algumas exigem
concursos e provas, outras são automáticas. Algumas policiais realizam
concursos com frequência e outras demoram. Todas estes fatores acabam
influenciando a quantidade de policiais em cada posto.
Na tabela seguinte trazemos as
razões posto acima/posto abaixo. Quando a razão é superior a 1 significa que há
mais efetivos abaixo do que acima, o que seria natural encontrar numa
organização hierárquica. Assim, por exemplo, há 3,9 vezes mais Tenente Coronéis
do que Coronéis em SP. Inversamente, uma razão menor do que 1 indica um padrão
oposto ao esperado. Novamente ilustrando, a tabela mostra que existem apenas 0,7
Soldados para cada Cabo em São Paulo. As três maiores polícias repetem este
padrão, assim como várias das pequenas organizações. Trata-se de um bom
argumento para unificar as duas categorias, uma vez que muitas PMs já tem mais
Cabos do que Soldados.
Entre os oficiais, fenômeno
semelhante parece ocorrer com os 2º e 1º Tenentes: em muitas polícias –
especialmente nas grandes - existem mais 2º Tenentes do que 1º Tenentes e, em
especial nas pequenas, mais 1º Tenentes do que Capitães. Novamente aqui, talvez
fosse o caso de aglutinar estes postos, pois, como fácil observar, existem mais
caciques do que índios em algumas destas tribos.
Por uma série de motivos, a
velocidade da progressão entre os diferentes postos é variável, fazendo com
que, em determinados períodos, haja represamentos em alguns níveis, fazendo com
que tenhamos mais “gerentes” do que “gerenciados”. Entre outras consequências,
isto pode fazer com que alguns profissionais tenham formalmente um posto,
recebam por ele, mas na prática acabem exercendo funções de nível inferior,
pois há excessos de profissionais naquele nível hierárquico e carências abaixo.
Pode também acontecer o contrário, com policiais assumindo tarefas de
hierarquia superior, mesmo sem o posto ou salário correspondente.
Como os salários são baixos em
alguns Estados, a promoção hierárquica facilitada pode ser também uma forma de
compensação salarial ou simbólica. Corrige-se a defasagem salarial, mas cria-se
um imbróglio na cadeia de comando e na razão de ser da hierarquia.
Existem outras distorções na
organização das polícias que são muito mais sérias. Em comparação com o setor
privado, os Policiais Militares se aposentam demasiado cedo e ficam onerando o
orçamento estadual por décadas. Em muitos Estados as aposentadorias policiais
estão hoje entre as principais causas do déficit público. Quem começa como
praça não ascende aos postos superiores, não obstante as exigências escolares
serem as mesmas para o ingresso na(s) carreira(s). Não existe possibilidade de
entrada “lateral” (exceto para o quadro de saúde), como nas polícias de alguns
países desenvolvidos, que integram aos quadros da polícia profissionais já
formados em cursos superiores de outras áreas. A formação acadêmica é demasiado
isolada da sociedade. O sistema de promoção sujeito a critérios subjetivos em
algumas etapas. As diferenças salariais entre os menores e maiores postos
demasiado acentuadas, etc. Nas Polícias Civis são outros tantos problemas que
examinaremos em outra ocasião.
A intenção aqui foi explorar
rapidamente e mostrar a riqueza da pesquisa Perfil das Polícias, que conta com
centenas de variáveis e uma série histórica razoável para os padrões
brasileiros. Raramente os dados são utilizados em artigos e teses acadêmicas. E
apesar do esforço de coleta, é igualmente raro que os dados sejam utilizados
pela Senasp para encontrar parâmetros que poderiam a ajudar os gestores de
segurança estaduais a repensar a organização e outros aspectos ligados à
carreira policial.
Quando passei pela Senasp em 2002
a pesquisa estava em sua segunda edição e a ideia é que ela servisse de benchmark para diversos temas: como deve
ser o ingresso? Que cursos e qual carga horária para a formação? Quais equipamentos
e veículos utilizar? Quantos batalhões e
companhia e onde devem estar localizados? Qual o perfil demográfico do efetivo?
Qual o orçamento e despesas para cada área? Qual o grau de informatização das
organizações? Quantidade e tipo de frota? Renumeração? Assistência psicológica
e de saúde? Estamos falando de um
questionário com cerca de 1500 perguntas, apenas no que se refere às PMs.
O artigo é ligeiro ao tratar do
problema das hierarquias por alguém que não é especialista na área. Mas espero
que ao menos tenha o mérito de despertar a curiosidade de policiais e
estudiosos para esta interessante fonte de informações. Sei que fazer a
pesquisa dá muito trabalho e os policiais responderiam com muito mais rigor se
vissem que o trabalho está sendo aproveitado para alguma coisa!
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